segunda-feira, 22 de junho de 2020

Tempo adormecido

Levo teu riso no tempo da espera
fruto adocicado em plena estação
Guarda as tuas palavras do tempo
Como a flor que se abre em botão.

Trago no peito amor adormecido
aquecido no fogo fátuo da ilusão
e o teu abraço na ternura antiga
preso na esperança que não finda.

Guarda-te por fim inteira e intacta
o tempo não espera e não perdoa
nas horas mornas em que passas à
janela e a vida convida a dançar.

Daniel Bezerra

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Eu vejo Deus

 Eu vejo Deus Vejo Deus no sorriso de uma criança, Na inocência e na pureza de um olhar, E no doce amor que elas transmitem, Sem precisar de...