Tempo adormecido
Levo teu riso no tempo da espera
fruto adocicado em plena estação
Guarda as tuas palavras do tempo
Como a flor que se abre em botão.
Trago no peito amor adormecido
aquecido no fogo fátuo da ilusão
e o teu abraço na ternura antiga
preso na esperança que não finda.
Guarda-te por fim inteira e intacta
o tempo não espera e não perdoa
nas horas mornas em que passas à
janela e a vida convida a dançar.
Daniel Bezerra
segunda-feira, 22 de junho de 2020
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